União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

O CANTINHO DE ANDRÉ LUIZ, pela Escritora - isabelscoqui@yahoo.com.br

Dona Isaura mostrava radiações brilhantes em torno do cérebro enquanto duravam os trabalhos mas, assim que a sessão foi encerrada, cercou-se de fluidos cinzentos. André Luiz perguntou ao Instrutor Sidônio o que acontecera. O Instrutor informou que Isaura era uma valorosa colaboradora, de qualidades apreciáveis e dignas. Todavia era uma esposa ciumenta. Essa imperfeição constituía uma brecha, por onde os inimigos do bem procuravam minar-lhe as resistências, anulando todo o seu esforço. Naquele dia, a médium havia discutido com o seu marido, porque tratara gentilmente uma senhora, que viera em busca de socorro espiritual. O ocorrido levou-a a violentas vibrações de cólera e, se não fosse a ajuda espiritual, certamente ela teria sucumbido.
Duas horas depois, a médium desdobrou-se pelo sono. Deixou o lar e tomou o rumo de velha casa desabitada. Dois malfeitores desencarnados abeiraram-se dela, com o propósito de intoxicar-lhe o pensamento. Iniciaram a conversa, atingindo o ponto nevrálgico da questão. Diziam compreendê-la, que reconheciam seu padecimento moral.

Que muitas vezes tinham flagrado o seu marido em situações comprometedoras em relação às mulheres que procuravam seu lar.Satisfeita por encontrar quem se interessasse por suas dores imaginárias e infantis, a mulher confiou-se em lágrimas aos amigos fingidos. Estes, então aconselharam-na a não receber, em seu lar, pessoas para orações coletivas, pois eram pessoas hipócritas, sendo um verdadeiro perigo entregar-se a práticas mediúnicas nessas condições. Percebendo a invigilância e o envolvimento da médium, os interlocutores passaram a denegrir os trabalhos espirituais que eram realizados em seu lar, e a aconselhavam a proibi-los, pois tudo não passava de uma encenação.

Disseram-lhe que as pessoas exageravam-lhe as faculdades mediúnicas, pois as mensagens e comunicações escritas, vinham de entidades, supostamente benfeitoras, que não passavam de Espíritos perturbados, e além de haver muita mistificação por parte que ali frequentavam. A mulher apresentava-se confusa e desapontada. Nesse momento, Sidônio fez-se visível para Isaura, mas ela obscurecera o pensamento no ciúme e mal podia registrar a presença amiga.

Então, o Instrutor procurou Silva, o esposo, recomendando que retomasse o corpo físico, sem perda de tempo, a fim de auxiliar a companheira em dificuldades. Silva regressou à câmara conjugal, reapossando-se do veículo denso. Ao seu lado, o corpo da senhora arfava e contorcia-se, acorrentada ao terrível pesadelo. Silva sacudiu-a devagarinho. Isaura acordou em pranto, dizia-se infelicitada e sozinha. Sob a doce influenciação de Sidônio, Silva doutrinou-a. E a conversa seguiu até muito longe. Era necessária muita diplomacia para pacificar a servidora respeitável, mas exclusivista e invigilante. (Texto baseado no livro Libertação de autoria de André Luiz e psicografado por Chico Xavier.)