União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

Emmanuel - Como deve ser o trabalho na casa espírita?

 

 

 

1) Como deve ser o trabalho na casa espírita?

Num templo, espírita-cristão, é razoável anotar que todo trabalho é ação de conjunto. Cada companheiro é indicado à tarefa precisa; cada qual assume a feição de peça particular na engrenagem do Serviço, sem cuja cooperação os mecanismos do bem não funcionam em harmonia. 

 

2) O que observar em nosso trabalho?

Indispensável apagar-nos pelo brilho da obra. Na aplicação da eletricidade, congregam-se implementos diversos, mas interessa, acima de tudo, a produção da força, e, no aproveitamento da força, a grande usina é um espetáculo de grandeza, mas não desenvolve todo o concurso de que é suscetível, sem a tomada Simples. Necessário, assim, saibamos reconhecer por nós mesmos o que seja essencial a fazer pelo rendimento digno da atividade geral.

 

3) E quanto ao comportamento do voluntário?

Orientando ou colaborando, em determinadas ocasiões, a realização mais importante que se nos pede é o esclarecimento temperado de gentileza , a indicação paciente e clara da verdade ao ânimo do obreiro menos acordado, na edificação espiritual.

Noutros instantes, a obrigação mais valiosa que as circunstâncias nos solicitam é o entendimento com uma criança, a conversação fraternal com um doente, a limpeza de um móvel ou a condução de um fardo pequenino. Imprescindível, porém, desempenhar semelhantes incumbências, sem derramar o ácido da queixa e sem azedar o sentimento na aversão sistemática.

Irritar-se alguém, no exercício das boas obras é o mesmo que rechear o pão com cinzas.

Administrar amparando e obedecer, efetuando o melhor! ... Em tudo, compreender que o modo mais eficiente de pedir é trabalhar e que o processo mais justo de recomendar é fazer, mas trabalhar e fazer, sem tristeza e sem revolta, entendendo que benfeitorias e providências são recursos preciosos para nós mesmos.

 

4) Suas conclusões finais sobre o nosso trabalho na casa espírita

Em todas as empresas do bem, somos complementos naturais uns dos outros.

O Universo é sustentado na base da equipe. Uma constelação é família de sóis. Um átomo é agregado de partículas. Nenhum de nós procure destaque injustificável. Na direção ou na subalternidade, baste-nos o privilégio de cumprir o dever que a vida nos assinala, discernindo e elucidando, mas auxiliando e amando sempre. O coração, motor da vida orgânica, trabalha oculto e Deus, que é para nós o Anônimo Divino, palpita em cada ser, sem jamais individualizar-se na luz do bem.

 

(Respostas de Emmanuel, de redação extraída pelo Jornal O Arauto no Livro da Esperança (Lição 69)