União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

UM CASO REAL DE REENCARNAÇÃO NARRADO POR DIVALDO P. FRANCO

 

 

 

 

 

Elza L. Guandalini Guapo, de Astorga-PR, nos conta o seguinte fato.

 

Em sua palestra por ocasião da VII Conferência Estadual Espírita,

disse-nos Divaldo, muito emocionado, que ele contava cerca de nove anos quando sua mãe lhe pediu que lesse para ela uma carta que acabava de receber, pois ela não sabia ler. Ele, então, leu e a carta contava que sua irmã chamada Nair havia se suicidado ingerindo veneno. A família ficou muito chocada e todos sofreram muito, mas ele, ainda muito criança, não podia aquilatar a gravidade da questão.

Os anos se passaram e certa noite, estando ele na Mansão do Caminho, mandaram chamá-lo, pois que haviam deixado uma criança para ser recolhida na casa, filha de uma mãe sem condições de criá-la. Quando ele, levantando os trapos que cobriam o pequeno ser, olhou aquela criança mirrada, com lábios leporinos, envolta em trapos, sentiu que já a conhecia. Perguntou se deixaram o nome da criança e ficou sabendo que seu nome era Nair. Ele sabia desde aquele momento que Deus lhe enviava de volta a irmã suicida para resgatar seus débitos.

 

A criança cresceu na Mansão do Caminho, com muitas dificuldades de saúde, pois trazia um problema respiratório crônico, conseqüência do veneno que lhe lesara o perispírito.
Certo dia, ao contar Nair oito anos, Divaldo andava por uma rua da Mansão quando ela, correndo, o chamou e abraçou: “Didi, que saudade eu estava de você!” Ninguém, esclareceu Divaldo, em sua família jamais o chamara assim, a não ser sua irmã Nair.



Alguns dias depois, ela desencarnou, em função da asma que a torturava, cumprindo assim o programa traçado para esta nova existência.



Tempos depois, estava ele trabalhando em uma repartição pública quando um senhor chegou e solicitou que ele atendesse a um pedido: “Ele gostaria de trocar o nome da beneficiária de um seguro que ele havia feito há muito tempo, quando sua primeira esposa ainda era viva”. E sem que Divaldo perguntasse ele lhe contou sua história: “Eu fui casado com uma mulher que amei muito. Mas, infelizmente, não pude lhe ser fiel e, como era comum àquela época, para provar até a minha masculinidade, tinha uma amante fora do lar. Quando minha esposa descobriu, foi até a casa da amante, deu-lhe uma surra muito grande, mas depois, talvez envergonhada do que fizera, talvez desesperada pela situação, cometeu suicídio, tomando veneno.

 

Até hoje não me perdôo pelo que aconteceu. Eu tinha um seguro em seu nome e agora, depois de tantos anos, desejo transferir para o nome de minha atual esposa”. Divaldo, ao ouvir a narrativa, ficou lívido e perguntou: “Você é o marido de minha irmã Nair?” Ele perguntou: “Você é Divaldo?” “Sim, sou eu.” Divaldo então o convidou para que fosse até a sua casa para falar com seus pais, que a princípio não queriam recebê-lo, mas que, por insistência do filho, acabaram recebendo e perdoando.

“Esta história tão triste, conclui Divaldo, nos mostra a Justiça e o amor de Deus para com todas as criaturas, dando a elas uma segunda ou tantas outras oportunidades quantas forem necessárias para se reabilitarem perante suas leis.”